O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o acordo firmado com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio estabelece que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz, em contraste com a proposta do governo iraniano durante a guerra.

O entendimento foi revelado no último domingo (14) por todos os envolvidos, após mais de três meses de hostilidades. A assinatura do documento está marcada para a próxima sexta-feira (19) em uma cerimônia prevista para Genebra, na Suíça, com a mediação do Paquistão.

No dia seguinte, o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que o país começaria a implementar taxas de serviço marítimo para as embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz, ao invés de pedágios, em conformidade com um acordo preliminar com os Estados Unidos. O porta-voz da pasta, Esmaeil Baqaei, esclareceu em uma coletiva de imprensa que, embora não haja intenção de cobrar taxas de trânsito, haverá tarifas para serviços como navegação, proteção ambiental, seguro de embarcações e outros serviços essenciais.

Em uma entrevista ao jornal "The New York Times" após o anúncio do acordo, Trump também mencionou a contribuição dos líderes da China e da Rússia, Xi Jinping e Vladimir Putin, para a negociação da paz com o Irã. Ele expressou gratidão a ambos, ao mesmo tempo em que criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Trump afirmou que, apesar das objeções de Netanyahu, ele conseguiu "salvar Israel da destruição nuclear", demonstrando descontentamento com o líder israelense em razão dos ataques aéreos de Israel ao Líbano, e revelou que tiveram uma discussão acalorada por telefone na semana passada.

Além disso, Trump alertou que, caso o Irã não chegasse a um acordo, ele assumiria um papel de "guardião do Oriente Médio", arrecadando 20% das receitas geradas na região.