Um homem de 28 anos foi detido sob suspeita de liderar um esquema de tráfico de drogas durante uma operação da Polícia Civil. A ação, intitulada Operação Nocaute, ocorreu na manhã desta quinta-feira (28) e tinha como meta desmantelar uma rede estruturada de comércio de entorpecentes em Palmas. O principal alvo da operação foi Daniel Rodrigues de Jesus Aires, conhecido pelo apelido de "Maguila", que a polícia aponta como o chefe de um sistema de venda de drogas a varejo, utilizando transações feitas via Pix.
Durante a operação, as autoridades cumpriram três mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão. Além disso, foram bloqueados R$ 1.740.595 em contas bancárias relacionadas ao esquema e apreendido um veículo de luxo avaliado em R$ 125 mil.
A investigação, conduzida pela 1ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos de Palmas, revelou que Maguila levava um estilo de vida luxuoso, mesmo sem possuir um emprego formal. O delegado Alexandre Pereira Costa destacou que o suspeito frequentava restaurantes sofisticados na cidade, evidenciando um padrão de vida elevado.
Ao ser abordado na delegacia, Daniel preferiu não comentar as acusações durante uma entrevista com a TV Anhanguera. A defesa dele foi contatada pelo g1, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria.
A operação foi uma extensão de uma prisão realizada no início de 2026, quando um casal foi detido por vender crack em Palmas. A partir desse evento, as investigações levaram à descoberta de que eles faziam parte de uma rede maior supostamente liderada por Maguila, que já tinha histórico criminal envolvendo homicídio e outros delitos violentos.
Na residência de Maguila, os agentes encontraram uma máquina de contar dinheiro e um veículo de alto valor. Além disso, a força do grupo criminal impressionou os investigadores, que apreenderam pistolas de calibres restritos e de alto valor comercial. O delegado comentou que, caso fosse necessário, o grupo não hesitaria em usar a violência para manter o controle sobre suas atividades ilícitas.
A operação resultou em 12 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de bloquear mais de R$ 1,7 milhão nas contas dos envolvidos. Informações do COAF indicaram movimentações financeiras suspeitas não apenas de Maguila, mas também de sua mãe, que está sendo investigada e teve mandados de busca expedidos.
A rede se concentrava na distribuição de crack, uma droga considerada extremamente prejudicial, que afeta diretamente a rotina da comunidade. O delegado observou que os usuários tornam-se reféns do vício, incapazes de abandoná-lo, o que leva a um consumo constante.
A operação também contou com o suporte da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal, que realizou uma ação paralela contra o mesmo grupo criminoso.
Suspeito de chefiar rede de tráfico tinha vida de luxo e frequentava restaurantes caros, diz delegado
Polícia Civil cumpriu três ordens de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão. Também foram bloqueados R$ 1.740.595 em contas bancárias, e foi apreendido um carro de luxo no valor de R$ 125 mil.